terça-feira, 12 de junho de 2012

O início

Poderia definitivamente começar pelo início, pelo começo, pelo zero de tudo, no entanto, não o farei. Isto, porque nunca ouve realmente um zero digno de que lhe chamem isso mesmo. Antes mesmo que começasse, já sentia como se o tivesse comigo, esperando apenas o justo reconhecimento da parte adjacente. Um sorriso bastou para perceber que também lá, embora bem no fundo, haveria alguma coisa pronta a florir.
Sim, falo do sentimento. Que sentimento? Sentimento deriva, claro está, da palavra sentir. Ora, dançando nisso mesmo, algo que se sente não se explica, até porque não se dispõe de vocábulos que o definam, mas demonstra-se.
O sentimento que falo é algo que não nasceu do zero, mas sim do dois! Talvez por isso mesmo, neste momento, se consiga uma autonomização das palavras, visto que são escritas ao som do bater de um coração. Aí está uma pequena demonstração do sentimento que falo! Acrescento ainda que, esse mesmo sentimento de que verdadeiramente falo é algo que cresce, quer seja com a proximidade, quer seja com a distância; é algo que cresce, quer seja com a atenção, quer seja com o desinteresse; é algo que cresce, quer seja com um sorriso, quer seja com um olhar; é algo que impreterivelmente não se capacitará de parar de crescer!
Talvez o maior culpado de tudo isto seja o Universo: tal como ele fez um enorme "Boom" e não parou de se expandir, consta por isso mesmo como um objecto de comparação ao sentimento de que falo.
Também nele, no Universo, existem factores que definem parte do sentimento: do que seria uma noite estrelada sem lua? Lá está. Do que seria do sentimento sem ti?
 



' JoãoJoséC.