quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Engenharia da Paixão,

 

   Atento às várias Universidades e quais são as suas maiores ofertas em termos de cursos superiores? Engenharias. De entre as muitas, a Engenharia Química, a Engenharia Mecânica, a Engenharia Alimentar, a Engenharia Civil, a Engenharia Informática, e tantas outras que tais... Num olhar mais atento e analéptico, qual é a disciplina de se adjuva, ainda no ensino secundário, a qualquer um destes cursos? Sim, a Física e Química. Duas reitorias um quão e tão diferentes, mas que se fundem numa só.
  
   Seja a Física (módulo) a parte motora ou física de todo um processo de aproximação, que, como não poderia deixar de ser, teria a Química como a parte sentimental e fogueante do mesmo e único processo... Criar-se-iam, mais adiante, todas e quaisquer condições para que surgisse a Engenharia em que qualquer estudante sonharia ingressar... a da
Paixão. Como assim?
Assim: o primeiro módulo a surgir como leccionado, claro está, é a Química. É nesse genuíno momento que o estudante sabe, bem dentro de si, que existe alguma alternância entre o pensar em estudar e o pensar no que se quer pensar... Uma enorme alternância, diga-se! É impossível para esse estudante idealizar outra coisa senão o crescimento e amadurecimento do que lhe corre nas veias. Porém, com o tempo, e com o leccionar do primeiro módulo, surgem as dúvidas. O estudante recorre ao explicador. E é nestas situações em que me questiono: se ousa existir dúvida na matéria, é suposto colocá-la em "pratos limpos"... Mas, para que se possa explicar a dúvida, é, também, necessário perceber de onde surgiu a mesma. A raíz dela! - Como é que explicamos uma coisa que nem mesmo nós percebemos...? - Sendo isso uma impossibilidade, a recorrência aos explicadores tem obrigatoriamente que ser nula. Tem que ser o estudante, ou o interessado, em superar as suas dificuldades. Desvendar caminhos, explorá-los... E não é que, fazendo isto, qualquer dúvida desaparece?
Facto.
  

   Logo que o estudante tem a certeza de ter completado o módulo da Química com o sentimento bem aceso e sem quaisquer dúvidas, é então o momento de passar à Física.
Assim: o estudante está certo sobre o que sente. Não vai abandonar nunca o que já completou, ou seja, a Química irá sempre caminhar de braço dado com a Física e, assim, com ele. Mas é mesmo por isso que as duas reitorias formam uma só... Porque se completam, porque se ajudam mutuamente, porque se não largam! Falando da Física, é neste percurso que o estudante deixa de parte qualquer receio ou medo. O módulo é para se fazer! A pessoa em que o estudante pensa não espera dele medos, receios, angústias ou covardias, mas sim sorrisos, certezas (absolutas), demonstrações, mais sorrisos, provas, e mais certezas. A Física permite-lhe exercer a parte mais motora do sentimento, e, com isso, a aproximação!


  
   E o certo é que o rapaz e a rapariga se aproximam, de uma forma imensamente intensa, inquebrável, quer seja pela obra da Física e Química, ou simplesmente pelo Destino que já traçara o que aos dois pertence.







 

terça-feira, 10 de julho de 2012

O tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem...

... e o tempo respondeu ao tempo, quanto tempo o Desejo tinha!

Pois bem, o que é isso de se Desejar? Será "tão simples" como querer algo ou alguém? Não! Vai muito para além disso... Este Desejar caminha além fronteiras, e o mundo não se acredita. Este Desejar é o sinal de que, para além do vento, há o que se possa sentir sem se ver. Este Desejar significa a resposta a cada oração... É como que uma música, um sonho, um «desejo» que ecoa. E, sabendo bem como, este Desejar irá ter que sobrepor montanhas e montanhas, para que se possa escrever na Lua e mostrar-se na sua face cheia. Facto que o fará!

Há ainda outra vertente. Este Desejar, é algo incrivelmente paradísiaco! Talvez por isso mesmo se faça do tema de conversa entre Vénus e Zeus... Os quais me fizeram ver que este "segredo" apenas iria ser revelado a quem tem que ser (a quem o faz existir), na altura ou momento que eles acharem por bem, ou melhor, quando eu o disser. Eu irei dizer. Vou!

Posso ainda acrescentar que este Desejar, de uma forma inexplicável, misteriosa e docemente saborosa, faz com que Pense em alguém quando deveria estar a pensar em outra coisa qualquer! Bom... Simples, muito bom.


I may not have the softest touch,
I may not say the words as such,
I know I don't fit in that much,
But I'm yours.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O início

Poderia definitivamente começar pelo início, pelo começo, pelo zero de tudo, no entanto, não o farei. Isto, porque nunca ouve realmente um zero digno de que lhe chamem isso mesmo. Antes mesmo que começasse, já sentia como se o tivesse comigo, esperando apenas o justo reconhecimento da parte adjacente. Um sorriso bastou para perceber que também lá, embora bem no fundo, haveria alguma coisa pronta a florir.
Sim, falo do sentimento. Que sentimento? Sentimento deriva, claro está, da palavra sentir. Ora, dançando nisso mesmo, algo que se sente não se explica, até porque não se dispõe de vocábulos que o definam, mas demonstra-se.
O sentimento que falo é algo que não nasceu do zero, mas sim do dois! Talvez por isso mesmo, neste momento, se consiga uma autonomização das palavras, visto que são escritas ao som do bater de um coração. Aí está uma pequena demonstração do sentimento que falo! Acrescento ainda que, esse mesmo sentimento de que verdadeiramente falo é algo que cresce, quer seja com a proximidade, quer seja com a distância; é algo que cresce, quer seja com a atenção, quer seja com o desinteresse; é algo que cresce, quer seja com um sorriso, quer seja com um olhar; é algo que impreterivelmente não se capacitará de parar de crescer!
Talvez o maior culpado de tudo isto seja o Universo: tal como ele fez um enorme "Boom" e não parou de se expandir, consta por isso mesmo como um objecto de comparação ao sentimento de que falo.
Também nele, no Universo, existem factores que definem parte do sentimento: do que seria uma noite estrelada sem lua? Lá está. Do que seria do sentimento sem ti?
 



' JoãoJoséC.